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Como montar o portfólio do escritório de arquitetura: seleção, ficha, fotos e o que nunca publicar

Atualizado em 01 de outubro de 2026 · leitura de 7 min

Um portfólio de escritório de arquitetura funciona quando mostra poucos projetos, bem escolhidos, cada um com uma ficha curta (tipo, cidade, ano, área e o problema que o projeto resolveu) e fotos da obra entregue. A ordem conta: os primeiros projetos devem ser do tipo que o escritório quer receber. E há o que nunca entra: nome e endereço do cliente, valores, contrato e arquivos internos de trabalho. Atualize a cada entrega, não uma vez por ano, e deixe o contato do escritório em todas as páginas.

Quantos projetos e quais

O portfólio não é o arquivo do escritório. Quem está escolhendo arquiteto olha poucos projetos com atenção e decide se o escritório resolve um problema parecido com o dele. Uma seleção curta e coerente comunica mais do que o acervo inteiro sem hierarquia.

Escolha pelo tipo de cliente que você quer atrair. Se o escritório quer mais reforma de apartamento, é isso que precisa estar lá, mesmo que o projeto comercial de três anos atrás tenha sido maior. Projeto que você não quer repetir não precisa entrar só porque está bem fotografado.

A ficha de cada projeto

Foto sozinha não conta a história, e não dá ao Google nada para ler. Uma ficha curta por projeto resolve as duas coisas:

  • Título público

    Um nome para o site, como "Apartamento em Pinheiros" ou "Casa na serra". Nunca o nome interno do projeto, que quase sempre carrega o sobrenome do cliente.

  • Tipo de projeto

    Residencial, comercial, interiores, reforma. Ajuda o visitante a se reconhecer.

  • Cidade

    A cidade ou o bairro, nunca o endereço da obra.

  • Ano e área

    O ano da entrega e a área em m². Dois números que situam o projeto sem expor ninguém.

  • O texto

    Três frases bastam: qual era a situação, qual era a restrição (prazo, orçamento, metragem, estrutura) e o que o projeto resolveu. É o trecho com que o futuro cliente se identifica.

À esquerda, a ficha do projeto Casa na serra no editor, com título público, texto, cidade Nova Lima, ano 2024 e 320 m², e o aviso de que o nome interno tem o nome do cliente; à direita, a página pública do projeto com esses dados
A ficha pública do projeto e a página que ela gera. Título público, texto, cidade, ano e área são escritos para o site. O editor mostra o nome interno e o cliente só para você revisar; a página publicada mostra apenas a ficha.

As fotos

Foto de obra entregue vence render, porque mostra que o escritório executa o que desenha. Se usar render, deixe claro que é projeto. Abra com uma foto ampla que explique o espaço e siga para os detalhes: marcenaria, iluminação, encontro de materiais.

Escolha imagem por imagem o que vai para o portfólio. A pasta do projeto tem foto de obra, planta de trabalho, foto da equipe e imagem com o cliente; publicar a pasta inteira por pressa é o jeito mais comum de expor o que não devia. Renomeie os arquivos antes de subir: o nome do arquivo e o texto alternativo da imagem também são lidos por buscadores.

O que nunca publicar

O portfólio é público, e o cliente que confiou a casa dele ao escritório espera discrição. Fica de fora:

  • Nome do cliente

    No título, no texto, no nome do arquivo e na legenda, a não ser que ele tenha pedido para aparecer.

  • Endereço e o que identifica o imóvel

    Rua, número da casa na fachada, nome do condomínio, placa de carro na garagem.

  • Valores

    Honorário, custo da obra, orçamento de fornecedor.

  • Documentos internos

    Contrato, proposta, planta executiva com cotas e dados técnicos, conversa com o cliente.

  • Pessoas sem autorização

    Cliente, família ou funcionário que aparecem na foto.

Ordem e atualização

Quem visita nem sempre chega ao fim da página. Ponha na frente o tipo de projeto que você quer receber e, se tiver como medir, o que mais chama atenção de quem visita.

Portfólio envelhece rápido. Inclua o projeto quando a obra é entregue e as fotos chegam, e tire o que não representa mais o escritório. Peça ao cliente autorização para publicar antes de fotografar, de preferência por escrito; é mais fácil combinar na entrega do que pedir depois.

Onde publicar e como saber se funciona

O mesmo portfólio serve a três lugares: a página do escritório, o Instagram e o Perfil da Empresa no Google. O ideal é ter um endereço único para o portfólio e apontar todos os canais para ele, com um link diferente por canal para saber de onde vem cada visita.

No Projete, o portfólio é o site do escritório: você marca os projetos e as fotos, uma a uma, e escreve a ficha pública de cada projeto; valores, tarefas, arquivos internos e dados do cliente não vão para a página. O título público nasce do nome interno para você revisar. No plano Pro, o cartão mostra até 6 projetos; no plano Business, entram projetos sem limite, com descrição, cidade, ano e área, e o relatório mostra quais projetos são mais vistos.

Na prática, dentro do Projete.app

  • O site do escritório no Projete.app monta o portfólio com os projetos que já estão no sistema, com ficha pública por projeto e fotos marcadas uma a uma, sem levar dado interno nem do cliente para a página. Site para escritório de arquitetura.
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Perguntas frequentes

Quantos projetos colocar no portfólio de arquitetura?
Não há número certo, mas poucos e coerentes funcionam melhor do que muitos sem critério. Comece pelos projetos entregues que representam o tipo de trabalho que o escritório quer receber e acrescente a cada nova entrega.
Posso usar render no portfólio?
Pode, desde que fique claro que é projeto, não obra. Foto de obra entregue pesa mais, porque mostra que o escritório executa o que desenha.
Preciso pedir autorização ao cliente para publicar o projeto?
É o caminho mais seguro. É a casa ou a empresa dele que aparece; combinar na entrega, por escrito, evita constrangimento depois. Mesmo com autorização, deixe fora nome, endereço e o que identifique o imóvel.
Portfólio em PDF ou em site?
Os dois têm uso. O PDF serve para mandar a quem pediu, numa reunião. O site é o endereço que fica no Instagram, no Perfil da Empresa no Google e no cartão, aparece em busca e permite saber quantas visitas chegaram e de onde.

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